10 de set de 2010

Carregue seu DSi com um Choque do Trovão


Ou queime seu DSi com um Choque do Trovão.
Proprietários de DSi e DSi XL: regozijem! Fãs de Pokémon: comprem um DSi!
É isso aí, por ¥3981 (cerca de R$80,00) você pode ter seu próprio Pikachu escravo que carrega seu DSi. Eu quero. E quero um DSi, também, pra acompanhar, senão não tem graça.




Só a Hori pra fazer uma coisa dessas.

Enjoy! ☺

Pokémon Fusion

Arrá! Eu sabia que se eu cruzasse um Blastoise com um Charizard daria um... Blastizard! Péra... quê?!


Essa é a reação de quem acessa o Pokémon Fusion pela primeira vez.
E não é que o Blastizard ficou até um pouco parecido com o Bowser?

Enjoy! ☺

Ovos de pokémon

PokePages é o artista que fez isso. 209 ovos de pokémon, ou como eles deveriam ser, já que no jogo, mesmo, todos os ovos são idênticos. Incrível! O melhor é o do Porygon.


Enjoy! ☺

O futuro das fotocópias!

Fonte: G1.

Pois é, gente. O mundo está evoluindo, e assim nós, seres humanos, tentamos criar coisas que facilitem e agilizem cada vez mais nossa vida. Por isso, digamos que já está, er... démodé esperar vários minutos (ou até várias horas) por um simples xerox. Nada mais sensato que pensar em um dispositivo que torne mais rápido esse processo, não é?
Pois então, uma equipe da Universidade de Tóquio chefiada por Yoshihiro Watanabe está desenvolvendo um aparelho que escaneia livros enquanto suas páginas são folheadas. Mágico, né? Só que o projeto tem previsão de conclusão de dois anos.


Com esse equipamento será possível escanear 170 páginas por MINUTO! Ele tira QUINHENTAS fotos por SEGUNDO! É metade do número de FPS da chamada Supercâmera.
Mas aí você pensa: poxa, mas quando eu folheio um livro, as páginas ficam arredondadas. Comofas? Bom, a resposta é até bem simples: o sistema da máquina consegue medir formas tridimensionais, podendo ajustar a imagem depois, para que fique retinha, como se as folhas estivessem sobre uma superfície plana.


De acordo com Watanabe, a equipe estuda usar um robô para passar as páginas automaticamente e de uma maneira mais precisa. Seria só colocar o livro na máquina e apertar um botão. Um minuto depois, 170 cópias sairiam quentinhas de dentro dela.
O sonho de qualquer universitário que espera vários minutos na fila do xerox e depois mais meia hora para o xerox ficar pronto. Isso quando o atendente não fala para o estudante voltar no dia seguinte. Triste realidade...
Enfim nossos problemas acabaram! Ou vão acabar daqui a dois anos. Ou vão piorar, porque essa máquina provavelmente não vai sair barata, e o preço será compensado nas cópias. Ah, triste realidade...
Confira aqui um pouco mais do Book Flipping Scanning.

Enjoy! ☺

O encontro de Osamu Tezuka e Maurício de Souza

Olá! Final de semana chegando, hora de postar afinal. Como posso imaginar todos aqueles que tiveram alguma infância tiveram a oportunidade de ler as revistinhas da Turma da Mônica; eu, pelo menos, me divertia horrores lendo aquilo quando era criança. Porém, ultimamente tenho me decepcionado um tanto com as novas "aventuras" criadas pelos estúdios de Maurício de Souza... Turma da Mônica Jovem não me agradou, nem mesmo nas prateleiras das bancas. Mas aí vai algo que muitas pessoas provavelmente não sabiam (ou sabiam), a influência que o Japão e seus quadrinhos realmente tiveram não só nos gibis de Maurício de Souza, mas também em sua experiência como artista em si.
 
Maurício de Souza realmente conheceu Osamu Tezuka, o pai da animação japonesa, e contou um pouco sobre esse encontro e novos projetos numa entrevista à revista Henshin. Aí vai a primeira parte disponibilizada:

Henshin: A Turma da Mônica tem alguma influência do mangá japonês?
Mauricio: Não totalmente, mas em termos. Quando comecei a fazer história em quadrinhos, não se falava em mangá, que era uma coisa muito distante e desconhecida naquela época. Mas, com o passar do tempo, os auxiliares que eu fui contratando, muitos deles descendentes de japoneses, foram enquadrando o meu traço, que era mais largado, à sofisticada arte-final dos mangás.

Henshin: É verdade que há quem considere os gibis da Turma da Mônica os mangás brasileiros?
Mauricio: Quem fez essa comparação foi o pessoal do Japão. Nosso desenho era diferente, brasileiro, e tudo mais. Mas existia um toque ligado aos quadrinhos japoneses. Era um desenho com os personagens de olhos grandes e traços limpos como os do mangá – tudo isso devido a meus arte-finalistas, em sua maioria nisseis, que tiveram uma forte influência de tal material. Meu primeiro auxiliar, Paulo Hamazaki, tinha todo esse estilo da arte-final japonesa.

Henshin: Seu primeiro trabalho publicado no Japão foi o Horácio. Como foi a repercussão? Não houve proposta de transformá-lo em anime?
Mauricio: Naquele tempo, não. A produtora Sanrio, naquela época, só trabalhava com licenciamentos e quadrinhos, ainda não tinha nada em animação. Eu também cheguei a conversar com o pessoal da Toei Animation, mas eles já tinham uma série de personagens para serem animados, e um brasileiro não teria uma chance. Então, naquele tempo, não dava, mas hoje estamos conversando sobre essa possibilidade.

Henshin: Qual foi seu primeiro contato com uma produção japonesa, mangá ou anime?
Mauricio: Foi quando fui ao Japão e conheci alguns dos principais desenhistas e estúdios do país, mas principalmente quando conheci o desenhista Osamu Tezuka, que é o pai da animação japonesa e o mentor do mangá. Depois todos os outros seguiram seus passos. Esse foi meu primeiro contato.

Henshin: Vocês chegaram a produzir alguma coisa juntos?
Mauricio: Ele havia combinado comigo de lançar um filme, onde seus personagens estariam juntos de toda a Turma da Mônica. Mas ele deu a grande “mancada” de morrer, e o projeto não foi realizado. Hoje estamos conversando com a Tezuka Produções para alavancar alguns projetos.

Henshin: Como era sua amizade com Osamu Tezuka?
Mauricio: Quando fui ao Japão, eu conheci o Sr. Tezuka. Participei de entrevistas com ele na TV, e ele me levou para conhecer sua cidade natal. Por sinal, da última vez que fui ao Japão, visitei a cidade natal dele – isso há muitos anos. Depois disso ele morreu. Mas antes ele veio ao Brasil, foi conhecer a Amazônia e, nessa ocasião, o levei ao meu sítio. Posteriormente, fui convidado para ir à festa de 40 anos de sua carreira. Foi uma festa monumental. Eu até fiz um discurso em japonês – e tudo era cronometrado. Eu tinha de falar no máximo por dois minutos.

Henshin: Vocês trocaram muitas idéias?
Mauricio: Nós batemos grandes papos. É claro que eu em português e ele em japonês – tínhamos a ajuda de um intérprete. Numa dessas conversas, Tezuka me falou sobre um pequeno arrependimento, de ter introduzido a violência em suas obras. Ele era um humanista, era médico, inclusive, mas, devido às circunstâncias e à pressão das editoras, ele teve de jogar violência nas histórias. Por isso que em seus últimos anos de vida as obras falavam somente de amor e paz. Ele também começou a dizer para seus seguidores largarem a linha agressiva.

Henshin: Ele deu a você algum conselho nesse sentido?
Mauricio: Ele falava para mim: “Mauricio, suas histórias são o que eu gostaria de estar fazendo hoje. Pela filosofia e pelos valores, era o que eu deveria fazer. Então, se você puder não sair disso por qualquer dinheiro ou crise do mundo, não saia. Eu me matei por causa disso e agora abomino essa idéia. Hoje eu faço o que gosto, mas, infelizmente, não tenho tanto tempo para trabalhar”. E ele nem estava doente quando disse isso para mim.

Henshin: Esse foi o seu último encontro com ele?
Mauricio: Não. Quando fui ao Japão pela última vez, marquei de vê-lo. Mas Tezuka não apareceu. Toda vez que eu ligava, a secretária dizia que ele estava ocupado ou que estava em “algum” lugar. Isso não é usual no Japão, se você marcou um compromisso, tem de cumprir, principalmente se for com um amigo. Então um dia me telefonaram marcando um encontro com ele no hotel Hakazaka. Fui lá e, depois de um tempo, ele chegou acompanhado de um amigo, que hoje é um dos diretores da Tezuka Produções. Osamu estava muito diferente, magro e envelhecido, não estava nada bem. Mas, quando ele me viu, acabou dando uma animada e começou a falar dos planos, inclusive sobre a idéia de fazer um desenho animado juntando os nossos personagens. Ele falou que estava meio doente, mas que estava se tratando e que, quando melhorasse, iria tocar o projeto. Ele se animou, falou muito do projeto e depois foi embora. Quando voltei ao Brasil, soube que ele havia morrido e que, naquele dia que se encontrou comigo, havia fugido do hospital para ir ao meu encontro. Tezuka não me falou nada do seu estado, do quanto estava doente e nem que estava com câncer.

Agora Mauricio de Souza pode finalmente retomar o projeto que une tanto seus próprios personagens como os de Osamu Tezuka. Estou mais uma vez ansiosa pra ver seus trabalhos




Enjoy! ☺
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